A palavra estratégia, que hoje é utilizada de forma mais ou menos corriqueira, surge pela primeira vez na literatura no sec. III AC, no livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu, alta patente militar do exercito chinês!... Não me parece coincidência que este conceito surja no meio militar, pois, este é um meio muito competitivo, em que ser o mais apto é uma questão de sobrevivência… e pensar o combate, analisar as apetências do exercito, conhecer o inimigo, analisar as condições do terreno, as condições climatéricas e até a estrutura de comando, era fulcral para se vencerem batalhas, dai a importância de se definir uma estratégia de combate.

A estratégia aplicada ao meio empresarial começa a ter mais relevo na segunda metade do sec. XX, pois se no inicio deste século as empresas quanto mais produziam mais vendiam, na segunda metade do sec. XX a relação da oferta com a procura inverteu-se progressivamente, passando, nas mais diversas áreas a haver maior oferta que procura dos mesmos produtos. Desta forma o cliente assume um papel central no sucesso dos negócios, pois este tem opção de escolha na hora de comprar um produto ou adquirir um serviço e tal obriga as empresas a competirem entre si, acabando por ter sucesso aquelas que melhor souberem satisfazer as solicitações do mercado. Assim, tornou-se essencial as empresas Planearem Estrategicamente, isto é, definirem objectivos e os meios gerais para os alcançar, ou mais ainda, proporem-se a estabelecer diferenças que possam preservar da concorrência e que sejam valorizadas pelos clientes, Michael Porter defende que a essência da estratégia, reside na escolha de realizar actividades de um modo diferente dos rivais.

Ora, para que as empresas possam fazer escolhas de forma consciente e deliberada devem estruturar o seu Pensamento Estratégico, através da elaboração de um Plano. E como é que isso pode ser feito?

  1. Deve partir-se da Missão e da Visão. Sendo que, a Missão define a identidade da empresa, dota-a de uma personalidade própria. E a Visão projecta o seu futuro;
  2. Efectuar-se um diagnóstico, através do cruzamento entre o meio envolvente (Oportunidades e Ameaças) e recursos internos (Pontos Fortes e Pontos Fracos);
  3. Delinear as Linhas Estratégicas de actuação;
  4. Definir os Objectivos Estratégicos, quantificando-os e datando-os;
  5. Implementar a estratégia, através da determinação de Planos de Acção;
  6. Acompanhar e controlar a execução do Plano;
  7. Sempre que necessário, readaptar o Planeamento, que deve ser flexível.

Em suma, o Plano Estratégico deve, incluir os propósitos, as grandes finalidades, os objectivos e a estratégia, bem como as acções, de horizonte temporal mais curto, necessárias para garantir o seu êxito integrado.

Por ultimo pode dizer-se que Planear Estrategicamente, é fundamental, nomeadamente, para:

  • Definir o que se pretende que seja o futuro da empresa;
  • Reorganizar a empresa, acelerando o seu crescimento;
  • Resolver um problema estratégico;
  • Decidir entre diferentes ideias sobre o futuro e obter consenso;
  • Aumentar a rentabilidade do Negócio;
  • Cimentar as relações duma equipa de gestão;
  • Consolidar a empresa, após um período de expansão.

 

Assim, citando Ken Blanchard, é fundamental, na gestão empresarial, que se trabalhe em simultâneo na melhoria do presente e na construção do futuro.

 

Ricardo Passarinha

06-12-2011

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